Dialogando com a criança sobre perdas ou crises

June 13, 2018
Family Support
News

Peter Willig, LMFT, FT, diretor clínico, Children’s Bereavement Center

 

Estima-se que 1 em cada 5 crianças em idade escolar vivenciará a morte de uma pessoa importante em sua vida. Aproximadamente 1 em 20 vivenciará a experiência da morte do pai ou da mãe.

Os próprios pais e cuidadores geralmente precisam de apoio ao cuidar de uma criança que passe por uma perda.  Após uma perda ou crise, seja uma morte, desastre natural, violência ou trauma, as crianças e as famílias podem se beneficiar das seguintes informações como guia para suporte e diálogo.

•  Reflita: Comece com você – Todos os esforços para ajudar seu filho deveriam começar com autorreflexão e autoajuda. As crianças são sensíveis ao estresse sentido pelos adultos e podem ocultar suas necessidades para não sobrecarregar os outros.

•  Avalie: O que seu filho sabe? – Perguntar ao seu filho para saber o que ele já sabe permite que você se detenha nas informações realmente necessárias.  Perguntar também cria a confiança de que as opiniões dele são importantes para você, mesmo se você discordar ou precisar esclarecer.

•  Ouça: Ativamente e cuidadosamente – Ouça as opiniões, necessidades e sentimentos por trás do que é compartilhado. Enquanto seu filho explica, ouça atentamente para perceber informações incorretas, mal-entendidos, medos ou preocupações implícitas.

•  Converse: Honestamente e de maneira simples – Crianças se beneficiam de informações honestas, claras e apropriadas à idade. Ocultar informações contribui para ansiedades naturais e pode dar a impressão de que as coisas são horríveis demais para serem discutidas. Oferecer à criança um vocabulário simples para expressar sentimentos e eventos ajuda na hora de compartilhar.

            -    “Uma coisa muito triste/ruim aconteceu…”

            -    “Ainda não temos todas as respostas, mas eu vou te explicar...”

            -    “Podemos conversar um pouco mais tarde…”

            -    “Eu também estou triste…”

            -    “Você tem alguma pergunta?”

           Esta será uma conversa que tem continuidade.  Não precisa começar e acabar em uma só vez. 

Demonstre: Sirva de exemplo – Compartilhar seus sentimentos e ser sincero sobre suas emoções são bons exemplos para as crianças. Deixe que saibam que não há problema em sentir, por exemplo, chorar com frequência ajuda a nos sentirmos melhor.  As crianças se beneficiam ao ver alguém lidando com uma situação de maneira apropriada. Ocultar seus sentimentos pode dar a impressão de que não devemos falar sobre coisas que são difíceis.  Se estiver enfrentando problemas ao lidar com suas emoções, procure apoio.

•  Seja aberto: Perguntas podem ser repetidas – Crianças geralmente repetem perguntas sobre a morte em um esforço para conseguir entender. Sua compreensão pode estar limitada ao seu nível de desenvolvimento e crianças podem talvez até demonstrar uma curiosidade mórbida sobre os detalhes. Saiba que ao ser curiosa, a criança não pretende magoar ou incomodar. Esteja preparado para responder a mesma pergunta mais de uma vez e de maneira consistente. Infelizmente, não podemos garantir que tudo sempre sairá bem. Após uma perda ou uma crise, várias crianças e adultos precisam de compreensão e de reafirmação de que estarão seguros. 

Talvez você não tenha todas as respostas, especialmente para as “grandes” perguntas que crianças fazem, como “por que?”  Fazem perguntas para as quais possivelmente não temos respostas, como por exemplo, “Ele está no céu? Eu ainda sou uma irmã”?  Geralmente, a melhor resposta é “O que você acha”?  Esta resposta abre as portas para o diálogo e para a percepção das preocupações e necessidades da criança. 

•  Proteja-se: Limite a exposição à mídia – A continuidade ou a repetição de histórias e imagens de um evento de crise pode ser devastador. Crianças menores acreditam que imagens e notícias repetidas são eventos separados e que o perigo ainda não passou. A exposição à mídia pode também contribuir para seu estresse que será percebido por aqueles à sua volta. 

•  Concentre-se no que pode controlar – cuidar de sua saúde, fazer planos de segurança, falar sobre sentimentos, ajudar os outros. Esta pode ser uma oportunidade para discutir planos específicos para a segurança e a reação da família/comunidade.   

•  Esteja atento: Reações comuns – É comum que a criança sinta confusão, ansiedade e tenha dificuldade em se manter atenta ou concentrar-se após um evento de perda ou crise. Algumas crianças parecem agitadas, irritáveis, defensivas, retraídas ou apáticas. Ocasionalmente uma criança pode exibir ansiedade de separação e comportamentos regressivos como chupar o dedo ou fazer xixi na cama. É comum também que se sinta ansiosa sobre o que aconteceu e como isso impactará sua vida. Se a criança tiver um comportamento normal antes da crise, espera-se que retorne ao seu modo de agir dentro de poucas semanas.

•  Adapte-se: Paciência, paciência, paciência – Seja paciente com aqueles ao seu redor e com você mesmo.  Sentimentos e comportamentos mudam com o passar do tempo. Concentre-se no ajuste à vida após o evento. Essa adaptação é uma experiência contínua e a longo prazo.

•  Busque apoio: Conecte-se com outros – Geralmente existem recursos e pessoas que   também oferecem ajuda após uma crise. Trabalhar juntos possibilita a energia compartilhada e um senso de força que ajuda durante o estresse da resposta à crise. Esteja aberto a receber ajuda e relacione-se com a família, amigos e profissionais quando necessário.

 

Peter Willig é um terapeuta de família e de casais licenciado e diretor clínico do CBC. Participa do CBC desde sua fundação e atua na educação em casos de perda e luto, e programas comunitários. Faz parte também da Diretoria da National Alliance for Grieving Children. O Children’s Bereavement Center oferece grupos GRATUITOS de suporte de pares para crianças, famílias e adultos após um evento de morte. Os grupos estão à disposição nos condados de Dade e Broward.

Para informações ou para participar dos grupos gratuitos de suporte de pares da CBC contate 305.668.4902 ou www.childbereavement.org.

Share this post

Learn More About CSC Broward

Our organization provides leadership, advocacy and resources to enhance the lives of the children of Broward County and empower them to become responsible, productive adults.

Stay Connected

Find A Program That Fits Your Needs

SNAC (Special Needs Advisory Coalition) | Children's Services Council of Broward County
954-377-1667

The Children’s Services Council has been at the forefront in funding programming for children and youth with physical, developmental or behavioral health needs since its inception. In 2004, the Council commissioned Broward County’s Business Plan for Children with Special Needs which became the impetus for establishing a stakeholder group known as the Special Needs Advisory Coalition (SNAC). The SNAC has been instrumental in advocating for system improvements and reducing service gaps.

Primary POC: Marissa Aquino | maquino@cscbroward.org

2-1-1 Broward General Hotline | 2-1-1 Broward
2-1-1 or 954-537-0211

2-1-1 Broward, an information & referral line, provides a 24-hour, comprehensive help line and support service for individuals seeking crisis intervention assistance and/or information and referrals to health and human services in Broward County. An impressive database of information is used to provide community callers with current, relevant information regarding a wide variety of services within the community. All calls are toll-free, confidential and anonymous from anywhere in Broward County.

Capacity Building Mini Grants | Children's Services Council of Broward County
954-377-1000

Infrastructure building support is provided to local child and family serving nonprofit organizations through our annual Capacity Buildings Mini Grants. Through a competitive grant process, local organizations are awarded funding for capacity building projects, professional business coaching and or fundraising support each year.

Primary POC: Adamma DuCille | aducille@cscbroward.org

Cribs for Kids | Heathy Mothers, Healthy Babies Coalition of Broward County
954-765-0550

In 2003, the American Academy of Pediatrics (AAP) published a report that estimated that the risk of infant suffocation increases 20-fold when infants and adults sleep in the same bed. Cribs for Kids provides low-income families with free GRACO Pack ‘n Play® cribs, one crib sheet, and a safe-sleep sack, and counsels parents on the dangers of co-sleeping.

Primary POC: Ashley Sturm | asturm@hmhbbroward.org | 954-765-0550 ext. 339

CSC Sponsored Trainings | Children's Services Council of Broward County
954-377-1000

The CSC offers quality and affordable training workshops for professionals serving children and families in Broward County. Each session is led by instructors that are highly qualified and experienced in their field to provide an optimal learning environment. CEU’s are also offered for many of the completed courses. For a training calendar and to register, please visit our website at training.cscbroward.org.

Primary POC: Adamma DuCille | aducille@cscbroward.org

Drowning Prevention | Florida Department of Health in Broward County
954-467-4700

Drowning Prevention is a collaborative community effort driven by the Drowning Prevention Task Force. In 2009, the Children’s Services Council allocated funding to support a full-time coordinator housed at the Broward County Health Department who provides insight and accountability for the implementation of the Drowning Prevention Action Plan.
Task Force members create a culture throughout Broward that infuses drowning prevention methodologies, practices, and messages that directly impact families with young children.

Early Literacy Interventions | Reading & Math, Inc.
786-347-3667

Reading & Math, Inc., through a partnership with Broward County Public Schools, is implementing the Reading Corps program in Broward County. Florida Reading Corps tutors serve Broward County’s most at-risk students with targeted early literacy interventions. Reading Corps screens all students at designated schools to identify children who are behind on early literacy skills, and develop individualized tutoring plans to meet each child’s needs.

The Faces of CSC

The greatest tool you can give a child is the ability to persuade and speak with confidence. Being that my YIG experience positively impacted my emotional literacy skills, I would like to pass these on to those who are less fortunate.
"This program has touched me and made a difference in my life."
"I will be the first to say, Youth in Government should be a part of every teenager's life, because I know without it I wouldn't be the person I am."
Close