Tecnologia e Comunicação: Como Vão os Adolescentes?

August 6, 2018
Health and Mental Care
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Juliana Gerena, doutora em psicologia, fundadora da Gerena and Associates e Raven Oshiro, M.S.

Os adolescentes adotaram a comunicação pela internet como um recurso social necessário para a vida diária. Devido à ampla gama de máquinas disponíveis, os jovens dependem do uso de sites de mídia social, telefones celulares, aplicações, computadores, vídeo games e câmeras de vídeo como sua principal fonte de interação. Uma das razões porque os adolescentes gostam desta forma de comunicação é porque podem enviar mensagens e outros conteúdos para os amigos sem serem julgados pelos professores e pelos pais (1). Considerando que estas mensagens são enviadas sob o radar de figuras de autoridade, este comportamento pode se tornar problemático e causar preocupações substanciais referentes ao conteúdo das mensagens enviadas. Por esta razão, é crucial que pais, professores, conselheiros e profissionais estejam cientes dos perigos inerentes à internet, incluindo a exposição dos jovens a materiais sexuais e solicitação de sexo. 

Perigos da Comunicação Móvel 
A utilização da internet influencia o valor dos relacionamentos e desempenha um papel vital no desenvolvimento da dinâmica de grupos de adolescentes. Um estudo demonstrou que os adolescentes que enviavam mensagens explícitas ao usar o telefone celular associaram o comportamento com a necessidade de aceitação dos colegas(2). Esta forma de comunicação é melhor conhecida na mídia como Sexting, um termo usado para explicar a ação de enviar mensagens, fotos ou vídeos sexualmente explícitos. De acordo com pesquisas, 70% dos adolescentes relatam ter usado sexting, com 61% reconhecendo o comportamento como um produto de pressão dos colegas(3). Foram documentados resultados de sexting e estudos recentes indicam que os adolescentes estão, não intencionalmente, consumindo e distribuindo material pornográfico através de telefones celulares(2). Como consequência, não têm consciência dos perigos associados a este método de comunicação entre pares. 

O uso inapropriado das funções da internet pode resultar em consequências graves para os adolescentes, inclusive interações com o sistema judicial, bullying cibernético, assédio e abuso digital. A fase da adolescência em si já representa um risco devido à falta de discernimento de um jovem, à curiosidade sexual elevada e ao desejo de gratificação imediata. Além disso, adolescentes que usam a internet podem também correr risco de ter suas informações pessoais divulgadas ao público, como suas fotografias e outras informações de identificação. Sexting pode modelar a dinâmica de pares pois, frequentemente, adolescentes enviam mensagens sem considerar as consequências para si mesmos ou seu parceiro. Por exemplo, quando um adolescente envia uma foto nu ou uma mensagem explicitamente sexual acredita que a foto será vista apenas por quem a recebeu, o que não é sempre o caso considerando a alteração da dinâmica do grupo. Portanto, uma maneira de um adolescente se vingar do outro é vazar as mensagens enviadas a ele em confiança, com a intenção de prejudicar seu parceiro ou parceira. Quando se tornam públicas, as mensagens vazadas podem prejudicar relacionamentos, com efeitos a longo prazo tanto para o remetente como para o destinatário. É por esta razão que é importante que os adolescentes recebam educação psicológica relacionada à segurança da internet. 

O que os pais podem fazer? 
Com a contínua inovação da tecnologia, os adolescentes evoluirão com ela e serão especialistas neste tipo de comunicação. Sendo assim, é imperativo que os pais conheçam as aplicações e as tecnologias mais recentes para que possam supervisionar seus filhos apropriadamente. Os adolescentes geralmente não conhecem as leis associadas às ofensas sexuais ou possessão de conteúdo sexual. É por isso que têm uma maior probabilidade de se envolver não intencionalmente em um crime sexual. Uma maior conscientização dos perigos envolvidos no uso da comunicação por internet aprimora a segurança do jovem ao participar de suas redes sociais. Entre as estratégias para as famílias estão se comunicar abertamente, monitorar o uso da internet e compartilhar informações sobre tecnologia em casa. Embora possa ser complicado utilizar estas medidas de segurança, estes canais de comunicação fornecem aos jovens e aos pais o conhecimento para se manterem seguros quando usando a comunicação móvel. Os pais podem também se tornar familiarizados com o desenvolvimento social de seu filho e compartilhar o uso de habilidades efetivas para enfrentar dificuldades. Quando necessário os pais podem buscar apoio com outros pais, na biblioteca local e na escola do filho. Pais e professores devem discutir com o jovem os problemas relacionados à internet para garantir a segurança das crianças no mundo cibernético. 
 

Juliana Gerena, doutora em psicologia fundou a Gerena and Associates em Coral Springs na Flórida, um consultório particular dedicado a fornecer serviços de saúde mental para crianças, adultos, casais e famílias. Possui um doutorado em psicologia clínica pela Albizu University e conta com mais de 20 anos de experiência atuando com a população forense, especificamente com crianças e famílias. Raven Oshiro, M.S. é aluna de doutorado de psicologia clínica na Albizu University. Está atualmente completando seu estágio de pós-graduação na Gerena and Associates atendendo crianças e suas famílias. Para mais informações acesse: Gerena-associates.com. 
Referências 
(1) Vanden Abeele, M., Campbell, S. W., Eggermont, S., & Roe, K. (2014). Sexting, mobile porn use, and peer group dynamics: Boys’ and girls’ self-perceived popularity, need for popularity, and perceived peer pressure. Media Psychology, 17(1), 6-33. 
(2) Bond, E. (2010). The mobile phone D bike shed? Children, sex and mobile phones. New Media & Society, 13, 587–604. 
(3) Pew Research Center. (2015). Teens, social media, and technology overview. Extraído de: pewinternet.org 

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