O Que Não Vale A Pena Se Discutir: Os Conflictos Falsos

August 6, 2018
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Judith Lavori Keiser

Imagine se seu filho reclamar de alguma coisa que o irmão ou o amigo disse ou fez. Como você pode capacitar seu filho a resolver o problema? Uma maneira é ajudá-lo a entender que tipo de conflito está acontecendo porque cada estratégia funciona para cada tipo de conflito. 

VERDADEIRO OU FALSO? 
Os conflitos podem ser reais ou falsos. Qual é a diferença? Conflitos reais envolvem recursos, valores e necessidades. Incluem as brigas típicas entre irmãos que acontecem sobre tempo, espaço e coisas em geral. Todos nós já ouvimos: “Você está usando meu suéter! Suas coisas estão no meu lado do quarto! Você demora muito tempo no banheiro!” Existem várias estratégias para resolver estes conflitos. 

Mas existem outros conflitos que não podem ser descartados sem se usar tempo valioso e energia emocional: os conflitos falsos. Não adianta se discutir sobre este tipo de conflitos.

TIPOS DE CONFLITOS FALSOS 
Mal-entendidos, fatos e opiniões são exemplos de conflitos falsos sobre os quais não vale a pena se discutir. 

Mal-entendidos: Imagine se eu tiver ouvido alguma coisa indelicada que acho que você disse sobre mim. Mas foi sobre outra pessoa. Ou suponha que eu diga alguma coisa que te deixe irritado, mas essa não era minha intenção. Como descobrir se alguém realmente fez ou disse aquilo que você acredita que fez? 

Pergunte! Muitos conflitos que podem ser evitados são causados por mal- entendidos. Compare o que você ouviu e pensou com aquilo que a pessoa disse ou quis disser. Primeiramente, pergunte o que a pessoa disse. Talvez você tenha ouvido errado – muitas palavras são parecidas, até mesmo as que têm um sentido oposto como “can” (pode) e “can’t” (não pode). Então pergunte: “Você disse que eu posso ou não posso pedir emprestado seu CD?” 
E se você ouviu certo? Explique então o que acha que a pessoa quis dizer e pergunte se é isso mesmo que ela quis dizer. Mais frequentemente do que você pensa, a pessoa não tinha intenção de ferir seus sentimentos. Às vezes estava falando sobre algo totalmente diferente. Às vezes apenas se expressou mal. Em qualquer caso, a pessoa tem a oportunidade de esclarecer o que quiz dizer e explicar o porquê. 

Questões sobre um fato: Imagine se você discordar sobre quando
os Patriots ganharam o Super Bowl pela última vez. Não é preciso brigar sobre um fato. Apenas pesquise! Se as duas pessoas quiserem saber a verdade, então tudo o que você tem a fazer para acabar a briga é encontrar a resposta. O Google tem resolvido muitos conflitos fornecendo respostas baseadas em fatos. 

É importante manter em mente: Ás vezes as pessoas não percebem que só querem estar com a razão. Então se esforçam em “ganhar a discussão”
ao invés de conhecer a verdade. É preciso car de olho no que realmente importa – o objetivo comum é descobrir a verdade. Quanto mais aprendemos, mais crescemos e, às vezes, aprendemos mais quando estamos errados. 

Questões de preferência ou opinião: Suponha que eu goste de sanduíches de creme de amendoim, banana e batatas fritas (PB&C na
sigla em inglês) e você nunca ouviu falar deste tipo de sanduíche. Você automaticamente rejeita a ideia e a acha estranha, o que pode ser traduzido como “errada”. Mas opiniões e preferências não são erradas – elas são apenas diferentes. Há um dito em latim que diz “não adianta discutir sobre gostos”. Eu gosto de sorvete de chocolate e você gosta de baunilha. Isto não é um problema – é uma preferência. Eu sou uma pessoa que funciona melhor pela manhã e você à noite. Não há certo ou errado – é apenas a maneira como as coisas são. As pessoas são diferentes e todos nós temos o mesmo direito às nossas preferências e opiniões. Você pode adorar Rhythm and Blues e eu posso preferir Rock and Roll. Fim da discussão. E quem sabe – se experimentar sanduíches de PB&C, talvez você até goste!

MOMENTOS A SEREM ENSINADOS 
Os pais podem fornecer aos filhos habilidades de resolução de conflitos para toda a vida lhes oferecendo ferramentas para reconhecer o tipo de conflito que estão vivenciando. Isto os ajudará a desenvolver estratégias que se adaptam ao conflito. E ensinar crianças como pensar sobre conflitos lhes dá uma perspectiva melhor para que possam abordar todos os tipos de problemas colaborativamente. Trabalhar juntos para descobrir o tipo de conflito na verdade aperfeiçoa sua habilidade de resolver o conflito. Assim você e a pessoa com quem está discutindo são colocadas no mesmo lado: o lado de se perguntar, pensar e analisar ideias para se chegar à conclusão sobre qual é o conflito e como resolvê-lo. As habilidades de comunicação e colaboração envolvidas neste processo estão se tornando cada vez mais reconhecidas como essenciais para o sucesso na vida adulta. 

Então na próxima vez que seus filhos comecem a brigar, os surpreenda perguntando se sabem que tipo de conflito estão enfrentando. Estão discutindo sobre fatos? Façam uma pesquisa sobre eles! Sobre opiniões? Ambos podem ganhar porque não existe preferência certa ou errada. Mal- entendidos? Garanta que ouviram e interpretaram corretamente. Peça a eles que trabalhem juntos para descobrir se o conflito é real ou falso. Aí, no mínimo, saberão se a discussão vale a pena. 

 

Judith Lavori Keiser fundou The Culture Company para orientar as crianças em direção à empatia através de seus programas multiculturais de promoção da paz e criou seus seminários e livros “Pearls” para inspirar os adultos a viverem preparados e paciflcamente. Contate Judy em info@peacethruplay.com. 

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